Prudência sim, pânico não!

17 de março de 2020
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Palavra do Presidente da FCDL-RS

 

Temos que ser responsáveis com nós mesmos, bem como com nossos semelhantes. Que a letalidade é baixa do coronavírus é fato. No entanto, é verídico que a doença é muito agressiva nas pessoas com faixa etária mais avançada e aumentando em larga escala este índice.

Não se precisa de outro argumento para apoiar ativamente as orientações da Organização Mundial de Saúde e do governo brasileiro de – se não conter – pelo menos fazer com que a contaminação seja mais lenta, dando assim o tempo necessário para que o sistema de saúde posso atender os pacientes graves com melhor qualidade.

Em consonância com o que foi instruído, além de um zelo maior pela higiene pessoal e de evitar contatos físicos com outras pessoas, a recomendação é que o tão falado isolamento fique restrito aos grupos as pessoas com maior risco e aqueles que porventura vierem a manifestar algum sintoma da contaminação.

Lembramos que o coronavírus se alastrou no inverno do Hemisfério Norte, enquanto no Brasil ainda persiste a predominância de dias quentes, típicos de verão, situação esta que inibe a capacidade infecciosa do vírus. Nos parece, então, precipitado neste momento recomendar para o Brasil um “toque de recolher” generalizado, a exemplo do que está sendo feito na Itália.

Lógico que caso um efetivo quadro de risco de pandemia se estabeleça em alguma localidade do país, fica justificada a adoção de medidas de isolamento mais radical. Contudo, o uso das ações básicas de prevenção de contaminação (higiene, contatos físicos, etc.) devem bastar, acrescentando a isto a interrupção de atividades provocadoras de aglomerações, como escolas, eventos públicos, etc.

Quanto às atividades produtivas, cabe usar o bom senso. Nossa recomendação é que o comércio continue funcionando, garantindo o abastecimento, pois caso contrário a medida preventiva para conter o coronavírus pode se transformar em uma grande calamidade. Lógico que os lojistas e clientes devem se adaptar aos tempos atuais, zelando pela assepsia e distância física. Lojas lotadas representam risco e por isto deve se usar o bom senso.

De fato, gostando ou não, a situação atual nos levou a um quadro de temporário enfraquecimento da vitalidade da economia. As bolsas em queda e a disparada do dólar refletem basicamente o clima de pânico dos mercados mais especulativos, o que, convenhamos, nunca esteve muito ligado à realidade. O fato é que a diminuição da circulação de pessoas, especialmente nas localidades mais atingidas pelo coronavírus efetivamente reduz o consumo, mas é uma contenção preventiva a qual poderemos ser muito gratos no futuro.

Na verdade, afora algumas exceções podemos identificar dois tipos de situações predominantes: a de antecipação do consumo, como está ocorrendo nos supermercados e similares, onde as pessoas buscam estocar mercadorias para as próximas semanas, o que gerará aumento de vendas do setor em março, e provável compensação de queda em abril.

A segunda situação é a das lojas de bens mais duráveis, as quais estão efetivamente com movimento menos intenso. Este quadro tende a perdurar até abril, mas com perspectiva de recuperação em maio, já que este tipo de consumo fica reprimido para ser compensado na primeira oportunidade. Ou seja, no médio prazo os efeitos das medidas de isolamento tendem a ser neutras na maioria das atividades.

Lógico que restaurantes, bares e eventualmente postos de combustíveis e outros negócios deveriam repensar com mais cuidado suas estratégias. Porém considerando que a situação atual é necessária para evitar riscos maiores, o importante é projetar o futuro a partir da volta da vida normal no Brasil e no mundo.

Sob esta ótica as perspectivas nacionais nunca estiveram tão positivas. Temos um longo caminho de prosperidade pela frente. E pode ser que para aproveitarmos plenamente esta jornada, seja salutar um período de mais repouso e preparação.

 

Vitor Augusto Koch

Presidente da FCDL-RS

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