A esperança por um final de ano com mais compras e vendas

29 de agosto de 2019
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O ano de 2019 está sendo marcado pela quebra de algumas boas expectativas que tínhamos em relação ao crescimento da economia, não apenas no Brasil, mas em todo mundo. Para o Banco Mundial, o crescimento econômico no planeta não deve superar 2,6% ao final deste ano. Para o nosso país, a projeção é de um incremento de 0,8%.

Os primeiro e segundo trimestres de 2019 não foram o que esperávamos em termos econômicos. Questões políticas ajudaram a bloquear o crescimento durante o primeiro semestre do ano. Com isso, o comércio varejista sentiu. Após se recuperar a uma taxa de 3,9% em 2018, ainda continua crescendo, só que agora com menos força. Pelo dado de junho de 2019, no acumulado de 12 meses, o avanço foi de 1,1%. Estamos longe de ver o setor subir a taxas como aquelas observadas nos idos de 2011, quando o varejo crescia a mais de 10% no acumulado de 12 meses. Porque, sim, vale repetir, a retomada da atividade é lenta.

Então, de que forma podemos esperar uma melhora para o final do ano? Bem, existem fatores que nos permitem sonhar com isso. O novo ciclo de queda dos juros não é mais uma hipótese. A fraqueza da atividade, combinada com o bom encaminhamento da reforma da previdência e com um cenário benigno para a inflação, abriu espaço para o Banco Central iniciar mais um ciclo de baixa dos juros. A taxa básica, também conhecida como Selic, caiu de 6,5% para 6,0%. A expectativa é de que caia mais ainda neste ano.

E não é só a Selic que cai. As taxas de juros também vêm caindo na ponta. De acordo com o Banco Central, o Indicador de Custo de Crédito passou de 23,1% ao ano, em fevereiro de 2017, para 21,4% ao ano em junho de 2019. Claro, mesmo com a queda recente, os juros seguem altos, o que demanda cuidado dos tomadores de crédito.

Outra medida que saiu do papel foi a liberação de recursos do FGTS. Num primeiro momento, o trabalhador poderá sacar R$ 500 por conta. Entraram para o pacote as contas ativas e inativas. Parece pouco, mas pode ter algum efeito sobre a inadimplência. Dados do SPC Brasil mostram que quatro em cada dez negativados têm dívidas abaixo desse valor. Além da quitação das dívidas, parte dos recursos deverá ser direcionada para o consumo.

Desta forma, o avanço da reforma da previdência, a queda dos juros, a MP da Liberdade Econômica e a perspectiva de uma reforma tributária, mostram que o cenário pode ser melhor e mais calmo para se navegar até dezembro. Esperamos, avidamente, por isso.

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