A economia precisa reagir

27 de maio de 2019
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A maioria dos indicadores econômicos dos primeiros meses de 2019 não foram tão bons quanto esperávamos. Embora o dado oficial do Produto Interno Bruto seja divulgado pelo IBGE em algumas semanas, o indicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que busca antecipar o desempenho do PIB apontou uma retração de 0,68% no trimestre frente aos últimos 3 meses de 2018 e modesto crescimento frente ao primeiro trimestre de 2018.

Caso o IBGE confirme esses indicadores, as nossas expectativas positivas do início do ano não serão concretizadas. Alguns especialistas já trabalham com a hipótese de que a economia brasileira cresça em torno de 1,4%. Ou até menos, abaixo de 1,0%, distante dos 2,5% projetados no começo de 2019.

Em março deste ano os indicadores apurados mostraram que alguns setores, como a indústria, o varejo e serviços, tiveram desempenho abaixo do que foi registrado no mesmo mês de 2018. Porém, isto pode ser atribuído ao fato de que o mês em questão teve apenas 18 dias úteis em 2019 por conta do carnaval, comparado com os 22 dias de trabalho registrados em março do ano passado.

A reação do emprego nacional em abril mostra o efeito temporário desta retração não esperada. O saldo positivo de 129.601 contratações foi um recorde para o mês nos últimos seis anos e mostra que os temas econômicos, também estão contaminados com ‘marketing negativo’ de grande parte da mídia.

Mesmo assim, é necessário reconhecer que qualquer que seja o resultado, ainda não recuperamos o espaço perdido na recessão ocorrida entre 2014 e 2017. Certamente é preciso que a reação seja mais rápida e mais consistente, o que inclui a real implementação das tão necessárias e urgentes reformas que o país precisa. Somente com garantias sólidas de que as contas públicas serão controladas temos condições de atrair investimentos.

Faltam, ainda, sete meses para o final de 2019. Portanto, o ano ainda não está perdido e é possível que a retomada mais vigorosa do crescimento do Brasil tenha seu início, de forma efetiva, em um futuro próximo.

Para isto, a mobilização da sociedade, dos políticos e dos governantes deve ser em torno de um ideal comum: um país melhor para todos nós vivermos.

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