Em reunião da Comissão de Finanças da Assembleia, presidente Vitor Augusto Koch afirma que não é possível aumentar a carga tributária gaúcha

22 de outubro de 2020
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Dirigente lembrou que elevar tributos é decretar a decadência da economia, quebrar empresas e gerar desemprego em massa

 

Em reunião da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa gaúcha, na tarde de quinta-feira (22/10), o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, manifestou sua preocupação com a atual situação da economia gaúcha, ressaltando evidências que mostram uma queda brutal no desempenho econômico estadual.

 

A reunião, coordenada pelo deputado estadual Mateus Wesp (PSDB), relator do Projeto de Lei Orçamentária para 2021 (LOA 2021), foi a terceira de uma série que visa debater os riscos e alternativas do Estado para o próximo ano. Participaram, além de lideranças empresariais, parlamentares, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, o secretário estadual da Fazenda do RS, Marco Aurelio Cardoso e o secretário estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão do RS, Claudio Gastal. O tema central do encontro virtual foi “Impacto da Situação Fiscal do Estado nos Setores Produtivos”.

 

O presidente Vitor Augusto Koch enfatizou que a FCDL-RS, como principal representante do varejo gaúcho, sempre defendeu que as restrições impostas à atividade comercial como forma de combater a pandemia da Covid-19 traria reflexos extremamente prejudiciais a economia do Rio Grande do Sul.

 

– Isso se verifica dia após dia, com centenas de empresas fechando suas portas definitivamente, a extinção de 125 mil postos de trabalho no período de janeiro a setembro deste ano, a queda de 3,56% do RS no ranking de desempenho econômico brasileiro e a redução de 7,6% nas vendas do varejo ampliado, muito superior aos 5% registrado em nível nacional. Esse resultado muito ruim confirmou que as rígidas políticas de isolamento foram equivocadas – afirmou Vitor Augusto Koch.

 

Na opinião do presidente da FCDL-RS, o governo estadual deveria ter escutado todos os setores antes de simplesmente cercear as atividades. Este cenário só agravou o fraco desempenho da economia gaúcha, que ao longo dos últimos anos já se mostrava inferior ao desempenho nacional.

 

– Diante disso, é extremamente necessária a redução da carga tributária para viabilizar a alavancagem econômica. Se não houver isso, não atrairemos investidores e não teremos resultados que possam mudar esse cenário. Aumentar impostos é uma decadência da economia, é decretar a falência de empreendimentos que já sofreram muito com a recessão gigante vivida até 2018 – falou Vitor Augusto Koch.

 

Como principal reflexo deste quadro para o varejo gaúcho, o presidente da FCDL-RS salientou que existe uma previsão de que 2020 se encerre com uma redução de 10% nas vendas no rio Grande do Sul em comparação com 2019. E isso é um prejuízo brutal para os lojistas, cuja grande maioria constitui-se de empresas de micro e pequeno porte.

 

– Precisamos nos precaver de que não exista o aumento de tributos. Precisamos que os recursos obtidos com a venda de estatais públicas sejam utilizados em investimentos que façam a nossa economia crescer. É hora de fazer uma reflexão profunda sobre arrecadação e receita. A arrecadação de impostos não pode ser, a cada ano, maior do que as riquezas geradas no Estado. Isso não representa o ciclo virtuoso da economia – lembrou Vitor Augusto Koch.

 

Por fim, o presidente da FCDL-RS sugeriu o reforço no combate a informalidade e mais eficiência na gestão de alguns órgãos governamentais como caminhos para que o Estado arrecade mais sem a necessidade de onerar os contribuintes.

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