28 a 25 – Derrota do Povo Gaúcho

22 de dezembro de 2020
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É de conhecimento do Brasil e do mundo, que o estado do RS tem sua despesa muito maior que a arrecadação. A cada mês o rombo aumenta. Decisões descomprometidas ao longo dos anos, com conivências mútuas, foram os indutores desta temerária administração dos recursos públicos. Os direitos desequilibraram os deveres de forma assustadora.

 

A volta das alíquotas a patamares anteriores seria um duro golpe para quem administra atualmente o Estado, contudo, não é possível para quem defende o desenvolvimento, a ordem e o progresso do Estado, apoiar a manutenção de algo que foi vendido ao povo Gaúcho como provisório por dois anos.

 

São mais de 2 bilhões de reais arrecadados todo o ano para tapar furos, os quais não são sanados ou consertados. Para resolução de um problema, necessário se conhecer sua origem, suas causas e possíveis soluções. A solução do RS e do Brasil, passa por uma ampla reforma administrativa e consequentemente da carta magna.

 

Sem dinheiro não existem direitos que sejam respeitados. Em gestão, não há jeitinhos, a metodologia precisa ser executada. Ah, é difícil! Sim, minha luta de pequeno comerciante onde concorro com grandes “Player’s”, mercado globalizado, o advento da web, com cerceamentos – mesmo obedecendo fielmente os protocolos das autoridades da saúde – também é. Sem choradeira, no mês de novembro tive que colocar R$ 17.800,00 para manter as portas abertas e emprego para meus 7 colaboradores.

Voltar as alíquotas as bases anteriores, significaria deixar mais dinheiro circulante no mercado, que, por consequência, fomentaria todo o ciclo virtuoso da economia. Mais dinheiro, mais consumo, mais emprego, mais impostos. Temos que aumentar a matriz tributária. No Brasil a estimativa é que 17% do PIB pertence a informalidade. Isto precisa ser combatido.

Obedecer o teto salarial, diminuir salários, despesas, acabar com subsídios a empresas sem competitividade e que somente existem em razão deste injusto favorecimento. Os subsídios devem ser endereçados a novos negócios a serem prospectados.

É fácil dizer: porém para se fazer “engargalamos” na legislação!!! Pois se mude a legislação, basta querer e colocar objetivos claros. Sem desrupção do atual modelo não vamos prosperar. Alíquotas majoradas corroem salários e empobrecem famílias, o aumento de impostos é distribuído nos consumidores. Todos pagam mais, as mercadorias e serviços ficam mais caros e tudo para tapar a ineficiência administrativa.

A manutenção das alíquotas, é nociva ao Rio Grande do Sul, retira a competitividade de tudo que aqui produzimos.

Infelizmente, 28 desinformados optaram em nos manter no fundo do balde.

Lamentável!

 

Vitor Augusto Koch

Presidente da FCDL-RS

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