Palavra do Presidente

Esperança em 2019

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 Palavra do Presidente da FCDL-RS

 

Fazendo uma conta simples, entre 2015 e 2018, período que coincide com o governo federal anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 4,94%. Os resultados econômicos das administrações anteriores também não foram os esperados. Se existia algum crescimento, na grande maioria das vezes, era impulsionado por um contexto internacional favorável.

 

A gestão dividida por Dilma Rousseff e Michel Temer entre 2015 e 2018 certamente é a que deixará menos saudades para a população de nosso país. A bem da verdade, alguns méritos devemos a Temer, por suas propostas de modernização do Brasil em várias frentes, como a trabalhista e a previdenciária, entre outras.

 

Entretanto, o mote principal da administração pública parece não ter mudado substancialmente de uma para a outra gestão: a ineficiência dos serviços públicos, o mau uso do dinheiro dos impostos e a corrupção. Antes de estourar o Mensalão, a Lava Jato e a Zelotes, a verdade é que sabíamos, mas não tínhamos tanta certeza, a respeito dos disparates éticos que estavam fazendo com o dinheiro público. Ficava tudo no limbo das teorias das conspirações, em conjunto com o continente perdido de Atlântida, o ET de Varginha e outros.

 

Graças a juízes e policiais zelosos e corajosos, as tais lendas foram trazidas de vez para o mundo real, sendo que o dano provocado pelos roubos do dinheiro da população acabou se mostrando centenas de vezes maior do que o mais ousado teórico da conspiração pensaria em propor. Não temos porque duvidar de que a maior parte destes desvios seja estancada a partir do início do governo de Jair Messias Bolsonaro. Sim, temos de propor a punição implacável aos corruptos. No entanto, isto é apenas o óbvio.

 

O que poucas pessoas imaginaram até o momento, é o efeito positivo do estancamento das principais hemorragias do dinheiro público para as mãos de bandidos, independentemente se eles cometiam crimes em benefício próprio ou em nome de alguma proposta política ou partidária. Pelas devoluções de recursos dos réus confessos, está muito claro que a maior parte do fruto da corrupção não é gasto e nem investido em algum tipo de negócio. É sim, simplesmente entesourado em paraísos fiscais ou escondido em casas, apartamentos e outros lugares.

 

Antes de pensar em alguma caça ao tesouro, vamos apenas imaginar que fechadas as torneiras de tais desvios, o dinheiro dos cofres públicos comece a ser aplicado de maneira produtiva em obras, em contratações de serviços essenciais e em outras demandas importantes. Só este movimento de uso de dinheiro que até há pouco tempo era entesourado, tem o poder potencial de reativar a atividade econômica.

 

E imagine se tais recursos forem gastos com eficiência e bom foco? Isto, simplesmente, tem o potencial de mudar a cara do Brasil em poucos meses. Em complemento, caso as ideias liberais de Paulo Guedes forem implementadas efetivamente, o melhor dos mundos será que estes excedentes associados à corrupção e mau uso dos recursos públicos, voltem para o bolso dos contribuintes por meio de menos impostos.

 

Com isto será possível projetar um futuro bem melhor do que o nosso passado. Isto pode ser um sonho? Claro que pode. Lembremos que foi esta a proposta de governo aprovada pela população brasileira – incluindo melhor segurança – nas últimas eleições presidenciais.

 

Se esta proposta não está certa, então somos nós que estamos errados. Sendo assim, só nos resta apostar as fichas em um futuro a partir de 2019 muito melhor do que os últimos quatro anos. Temos a obrigação de sermos vigilantes. Afinal, estamos empenhando a nossa confiança na nova equipe de governo, e não nossas vidas.

 

Um Feliz 2019 a todos!

 

Vitor Augusto Koch

Presidente da FCDL-RS

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