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Região Sul registra pequena queda na inadimplência, mesmo com crescimento em nível nacional

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Em abril, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná totalizaram 8,9 milhões de consumidores inadimplentes, contra 8,12 milhões em março

 

Levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) relativo a inadimplência no país em abril mostra que a Região Sul teve uma leve redução no total de consumidores inadimplentes, na comparação com março, passando de 8,12 milhões para 8,9 milhões. Em termos percentuais, 36% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresenta algum tipo de restrição no CPF. No país, são 62,2 milhões de consumidores negativados.

 

Os três estados do Sul mostram retração do número de inadimplentes desde outubro do ano passado, seja na base de comparação anual ou na base de comparação mensal.

 

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, considera importante essa diminuição do número de inadimplente na Região Sul, embora o ritmo de queda não seja o esperado.

 

- Nós temos observado que a população está preocupada em eliminar suas pendências financeiras e garantir a retomada do crédito. A crise econômica dos últimos anos fez com que milhões de pessoas tivessem algum tipo de conta inadimplente e isso causa efeitos negativos para toda cadeia produtiva brasileira. Mesmo que existam sinais evidentes de que o país está se recuperando da crise, no bolso do consumidor os efeitos disso demoram a aparecer – salienta Vitor Augusto Koch.

 

O levantamento do SPC Brasil mostra que a maior parte dos inadimplentes, no Brasil, está na faixa dos 30 aos 39 anos. São aproximadamente 17,6 milhões de consumidores entre com contas sem pagar nessa faixa etária. Em segundo lugar estão os adultos com idade entre 40 e 49 anos (13,8 milhões) e em terceiro os consumidores de 50 a 64 anos (12,7 milhões). Jovens adultos de 25 a 29 anos são 7,9 milhões de inadimplentes no Brasil e os idosos de 65 a 84 anos, são 5,2 milhões. Na faixa etária dos mais jovens, de 18 a 24 anos, o número verificado é de que 4,7 milhões de consumidores estejam com alguma conta em atraso e com o CPF registrado em cadastros de devedores.

 

Outro número calculado pelo SPC Brasil foi o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, o crescimento foi mais modesto do que o de devedores e apresentou alta de 1,29% na comparação entre abril de 2018 e do ano passado. É a primeira vez, desde junho de 2016, que é observado um aumento no volume de dívidas. Em média, cada inadimplente possui duas contas em atraso. Na comparação mensal, isto é, entre março e abril deste ano, houve uma retração de -0,30% no número de dívidas em atraso.

 

As dívidas bancárias, que englobam faturas atrasadas de cartão de crédito, empréstimos não pagos, financiamentos em atraso, entre outros, foram o tipo de pendência que mais cresceu em abril, com alta de 7,96%, de acordo com o indicador. Em segundo lugar aparecem as dívidas com empresas que prestam serviços de telefonia, TV por assinatura e internet, cuja alta foi de 6,81%. As pendências com crediário no comércio crescerem 6,11% no período, enquanto os atrasos com serviços básicos de água e luz, recuaram 3,06%.

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