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Região Sul encerra 2018 com 8,29 milhões de inadimplentes

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Levantamento mostra que 36,4% da população adulta do RS, SC e PR possui alguma conta em atraso e restrição no CPF

 

A região Sul do Brasil encerrou o ano de 2018 com 8,29 milhões de consumidores negativados, ou seja, com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número corresponde a 36,4% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, registrando um viés de alta na ordem de 1,80% na comparação com 2017. No país, de acordo com os dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o último finalizou com 62,6 milhões de inadimplentes, crescimento de 4,41% em relação a 2017.

Apesar da pequena elevação, a análise mostra que a região Sul tem o menor percentual da população adulta com CPF negativado, ficando atrás da Norte, com 46,5%; Centro-Oeste, com 42,3%; Nordeste, com 41,8% e Sudeste, com 40%. Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, os números finais de 2018 mostram que o ano foi extremamente difícil para as famílias brasileiras conseguirem honrar seus compromissos.

- Foi mais um ano em que não observamos a plena recuperação econômica do nosso país. Apesar de avanços em alguns aspectos pontuais, a geração de empregos e de renda ainda não atingiu patamares que permitam aos brasileiros terem as condições necessárias para quitarem todos os seus débitos. Diante disso, muitos optam por escolher o que é mais urgente para pagar e acabam tendo seus CPFs restringidos nos serviços de proteção ao crédito – destaca Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS espera que 2019 traga condições para que um maior número de pessoas deixe de estar inadimplente, com o Brasil vivendo uma melhora econômica mais robusta, sedimentada na geração de novos postos de trabalho e em maior incremento da renda dos brasileiros. Além disso, é preciso que a população aprenda a gerenciar melhor as finanças familiares e evite ficar com o CPF negativado.

- Pelas primeiras notícias de 2019 já vemos uma elevação da confiança no novo governo federal e nas boas expectativas com as reformas estruturantes, que tendem a injetar ânimo dos agentes econômicos. São fatores fundamentais para gerar uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho – explica Vitor Augusto Koch.

Se o total de inadimplentes cresceu, o volume de dívidas em nome de pessoas físicas apresentou redução na região Sul, de acordo com o levantamento do SPC Brasil. O recuo, na comparação com 2017, foi da ordem de 1,73%, totalizando 2,08 débitos em média.

Os dados abertos por setor credor revelam que, em 2018, em todo o Brasil, os débitos com as contas de serviços essenciais para o funcionamento da residência, como água e luz, foram os que mais cresceram no período, um avanço de 14,88%. Já as dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, ficaram em segundo lugar no ranking, com crescimento de 6,81% na comparação anual. As dívidas contraídas no comércio e com boletos de telefonia, TV por assinatura e internet caíram -5,09% e -0,37%, respectivamente.

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